Se o envelhecimento e a morte são inevitáveis, por que lutamos tanto contra eles?
Há duas certezas na vida: o nascimento e a morte. Mesmo assim, a morte continua sendo algo que assusta muito. Talvez mais do que qualquer outra coisa. E eu fico me perguntando por quê. Se sabemos que ela é inevitável, por que lutamos tanto contra ela? A morte mexe com algo profundo. Ela não fala só do fim da vida, mas de como a gente viveu. Do jeito que nos relacionamos com o tempo, com as perdas, com o amor, com as pessoas. Talvez o medo não seja exatamente da morte, mas da sensação de chegar lá e perceber que passamos a vida inteira vivendo algo que nem era, de fato, a vida que queríamos viver. Se a morte é certa, por que passamos tantos anos acumulando coisas, status, obrigações, expectativas que nem sempre são nossas? Por que seguimos vivendo no automático, deixando de lado o que realmente importa? Sempre escuto a mesma coisa: quando as pessoas estão perto de morrer e são perguntadas sobre o que se arrependem, quase nunca falam do que fizeram. Falam do que não viveram. Do tempo que...


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